Em meados de 1978, quando inaugurou sua casa de lanches, na Avenida Silva Jardim esquina com a Desembargador Westphalen, o japonês José Hiroyuki Ota nem imaginava que estava nascendo uma das maiores lendas do Centro de Curitiba.
Vamos começar pelo nome do estabelecimento, uma homenagem do sr. Ota a Charles-Louis de Secondat, mais conhecido como Conde de Montesquieu — político, filósofo e escritor francês famoso por sua teoria da separação dos poderes, consagrada em muitas das modernas constituições internacionais — inclusive a nossa.
No início eram vendidos bolinhos de carne e pastéis à milanesa. O público era formado especialmente por alunos do antigo Cefet (atual @utfpr.curitiba), molecada faminta que começou a incrementar os pedidos e, contrariando a teoria de Montesquieu, a misturar os ingredientes dentro de um pão. Assim nasceu o Monstrinho (pão com bolinho, queijo, maionese e salada), o Monstro (um Monstrinho com ovo) e o famoso X-Montanha (um Monstrinho com mais um pastel à milanesa em seu interior). Apesar do nome batizado pelos estudantes, não é nenhum daqueles sanduíches bizarros de tão enormes. É pouco maior que um x-salada normal; dá pra comer com garbo e elegância. Não é uma regra formal da casa, mas 10 entre 10 clientes pedem uma gasosa @cinibebidas para acompanhar.
O seu José morreu em 2013, mas seu filho Álvaro, que está junto na empreitada desde o primeiro dia de funcionamento, segue levando adiante a Fantástica Lenda do X-Montanha, ao lado das irmãs Gina e Emília, sempre anotando os pedidos num guardanapinho de papel como fazia há 45 anos.
👉🏼 LANCHONETE MONTESQUIEU • Rua Alferes Poli, 686. Segunda a sexta, das 13h às 19h.


