Projeto para ocupação de prédio abandonado chega ao fim antes mesmo de começar

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EDIFÍCIO PIRES SEGUE SEM USO E SEM PROJETO FUTURO – Diferente do que foi anunciado, a solução para o Edifício Pires está longe de acontecer. Construído nos anos 1940, o prédio já foi tratado pela imprensa como um ícone do abandono do Centro de Curitiba. Até 2010, algumas lojas chegaram a funcionar na parte térrea, incluindo a relojoaria Progresso e outros pequenos comércios. Desde então, está às moscas.

Em 2024, a Prefeitura comprou o imóvel por R$3,2 milhões. A ideia inicial, anunciada em maio de 2025 pela Cohab, era reformar para depois avaliar qual seria o destino do imóvel. “O espaço poderá ser usado para um novo programa de aluguel social, ainda em desenvolvimento”, dizia o release da PMC.

O projeto não avançou e, em setembro, um novo uso para o prédio foi anunciado e festivamente divulgado pela imprensa: “Curitiba vai ganhar o maior centro de economia solidária e criativa do Brasil”, dizia a manchete de uma rede de rádio e TV. No release oficial, o prefeito Eduardo Pimentel e o senador Flávio Arns anunciavam a novidade em parceria com a UFPR. Como nada foi feito depois de 8 meses, O CENTRO perguntou, via Lei de Acesso à informação, qual a previsão de entrega do Centro de Apoio à Economia Popular e Solidária e o valor investido no projeto. Em 9 de março, recebemos a seguinte resposta:

[Informamos que, no dia 18 de setembro de 2025, foi publicado o Decreto Municipal nº 2.032/2025, através do qual ficou outorgada à SMDEI, a permissão de uso do imóvel, situado na rua Cruz Machado, 63, de propriedade do município de Curitiba, com o objetivo de viabilizar a criação de um Centro de Apoio à Economia Popular e Solidária. Entretanto, comunicamos que esse Decreto se encontra em fase de revogação, a pedido do referido Órgão, devido a intercorrências com parcerias, o que inviabilizou o desenvolvimento do projeto. Assim sendo, a gestão municipal avaliará nova finalidade para o imóvel, seguindo critérios técnicos e governamentais.] (sic)

A UFPR esclareceu que a proposta de parceria não chegou a ser formalizada e que a universidade segue aberta ao diálogo nessa pauta.

Para os comerciantes, moradores e frequentadores da região, resta esperar que encontrem um bom uso para o desvalido Edifício Pires.▪️

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